quarta-feira, 5 de maio de 2010

PT: jogado para o fundo do palanque

Ricardo Alcântara

Não há ambiente para a presença de Ciro Gomes na agenda nacional da campanha de Dilma Rousseff à presidência e partiu dele mesmo todas as iniciativas para que tudo terminasse assim.

Embora instalado na bancada paulista, Ciro encontrará seu oportuno refúgio político no Ceará mesmo, onde deverá coordenar a campanha do seu irmão, Cid Gomes, em busca da reeleição ao governo do estado.

Excelente notícia para Tasso Jereissati: terá em sua campanha a presença full time do seu mais entusiasmado apoiador. E péssima para o PT por razões tão óbvias que o respeito à sua inteligência nos impede de mencionar.

O silêncio com que a tudo assiste a direção petista indica inclinações opostas de conduta: uma, a aceitação passiva da humilhação, estranha à tradição partidária; outra, a tranqüilidade de quem já tem posição unificada. A ver.

São cada vez mais ostensivas as demonstrações de que o PT não será tratado pelo Palácio Iracema com as melhores honras da casa quando chegar o momento de colocar as cartas na mesa. O “bode fedido” vai estar por lá.

Assim como maracujina não pode acalmar uma pessoa como Ciro Gomes, há quem acredite que caldo de galinha também não entra na dieta dos petistas quando o nome de Tasso Jereissati se encontra na lista dos comensais.

Já se pode ler, pela escrita de quem antes se mostrava otimista, sintomáticos apelos ao “bom senso” em nome dos “projetos comuns” entre governo e prefeitura – argumento próprio às circunstâncias de limite.

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