terça-feira, 4 de maio de 2010

Oposição e situação divergem de contas de Luizianne

O líder da oposição na Câmara Municipal de Fortaleza, Plácido Filho (PDT), afirmou ter estranhado o TCM aprovar as contas de 2007 da prefeita Luizianne Lins, depois de o conselheiro relator Pedro Ângelo ter apontado pelo menos duas irregularidades. Causou mais estranheza, segundo Plácido, a recomendação para que o Ministério Público investigasse as irregularidades.

De acordo com o vereador, Pedro Ângelo votou pela desaprovação das contas. Mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vistas do conselheiro Luís Sérgio Gadelha Vieira. Plácido Filho pôs em dúvida a aprovação das contas, dizendo que Vieira tem a mulher funcionária da Prefeitura, à disposição do TCM, um filho exercendo cargo comissionado na Secretaria Municipal de Turismo e um sobrinho como advogado interessado no processo.

Plácido Filho afirmou ainda que o próprio conselheiro relator Pedro Ângelo disse que há uma “esculhambação” nas contas da Prefeitura. A observação, segundo ele, foi ratificada pelos conselheiros Manuel Veras e Luís Sérgio Gadelha Vieira. Por isso, ele defende concurso público para o TCM e TCE para “acabar com essa politicagem”.

Em resposta, o líder da prefeita, Acrísio Sena (PT), criticou as declarações do colega, a quem chamou de “eterno contra”. Acrísio afirmou que não foi apresentada certidão falsa por parte do Instituto de Previdência do Município (IPM), como havia dito Plácido em seu discurso. Segundo ele, houve uma divergência entre o documento do TCM, o documento apresentado pela Secretária de Finanças do Município e o IPM, do ponto de vista da contabilidade do que o município resta pagar.

O líder da prefeita ainda ressaltou que essa acusação feita pelo vereador Plácido Filho, afirmando que o TCM fez uma manobra para aprovar as contas, era grave e sem precedentes.

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