sexta-feira, 23 de abril de 2010

Revista inglesa destaca a força ética de Marina Silva

A pré-candidata à Presidência da República, senadora Marina Silva (PV-AC), tenta compensar uma aparente falta de quadro político do Partido Verde com a força ética, diz a revista inglesa “The Economist” na edição desta semana. “De vez em quando, surge um político que parece ter muitos princípios para ser jogado na briga canina eleitoral”, diz a publicação, acrescentando que Marina “parece ser uma candidata desse tipo”.

A publicação inglesa apresenta Marina como “outra Silva” e menciona sua história no Acre e na campanha ambiental ao lado de Chico Mendes. Uma “origem modesta”, assim como a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A revista, uma das principais da Inglaterra, também lembra que Marina perdeu disputas quando era ministra do Meio Ambiente do governo Lula, referentes à soja transgênica, construção da BR-163 na Amazônia e energia nuclear. Ela foi acusada de preencher seu ministério com “verdes”, fato que admite, e com evangélicos, o que nega, segundo a “The Economist”.

Marina deixou o governo em 2008, após Lula destinar ao então ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, a coordenação do Plano Amazônia Sustentável. “Ela se negou a criticar Lula publicamente.” Na campanha presidencial, Marina faz uma crítica implícita ao presidente, diz a “The Economist”, ao afirmar que o País precisa reduzir a carga tributária e não deve abraçar tiranos, referindo-se a Fidel Castro. O principal tema de sua campanha é que o Brasil tem a responsabilidade moral de se tornar uma economia de alta tecnologia e baixa emissão de carbono.

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