terça-feira, 2 de março de 2010

Estaleiro movimenta debate na Câmara de Fortaleza

A Câmara Municipal de Fortaleza ouviu nesta terça-feira (2) o outro lado do debate acerca da instalação de um estaleiro na Praia do Titanzinho. O secretário de Infra-estrutura, Luciano Feijão, apresentou no plenário os projetos da Prefeitura que visam beneficiar o local: Aldeia da Praia e o Prodetur, que somam US$ 266,5 milhões em obras de urbanização e reordenamento da orla de Fortaleza. Dentre as ações para a área do Titanzinho, estão a construção de uma via paisagística e a requalificação do Farol do Mucuripe e entorno.

Luciano Feijão refutou que os projetos da Prefeitura sejam uma alternativa para o estaleiro. Segundo ele, as ações previstas para a área do Titanzinho já vêm sendo discutidas desde 2005. O secretário também disse que os argumentos de geração de empregos para a comunidade e menor custo da obra, defendidos pelo Governo do Estado, são insuficientes para embasar a tomada de decisão sobre o local para instalar o estaleiro.

O secretário informou ainda que, no período de 15 a 18 de março, Fortaleza recebe uma missão da Corporação Andina de Fomento (CAF), um dos órgãos financiadores dos projetos, para a homologação do Prodetur. A partir daí, conforme ele, terão início as licitações para as obras. (Informações da CMFOR).

...enquanto isso...

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PT), em declaração durante o debate sobre as intervenções da Prefeitura no Serviluz, ponderou que os dois projetos (Aldeia da Praia e Estaleiro) são conciliáveis. Isso será possível, segundo Salmito, pela boa vontade política e pela consistência técnica dos projetos. “Parto do pressuposto de que a prefeita Luizianne é aliada do governador Cid”, colocou.

Salmito destacou ainda a inexistência de Zona de Interesse Social (Zeis) na área em que deverá ser construído o Estaleiro Promar Ceará. Para o presidente, os projetos devem ser executados, o que irá favorecer a melhoria de vida da população local duas vezes mais. “Nós podemos abrir mão de mais 2% da área de praia”, frisou o petista, enfatizando que a integração da Orla compreende apenas 60% da faixa de praia de Fortaleza.

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