domingo, 9 de outubro de 2011

ACEJI realiza encontro de jornalistas, radialistas e blogueiros em Icó

O município de Icó, na região do vale do salgado, estará se transformando na capital da imprensa com a realização do VII encontro estadual de radialistas jornalistas e blogueiros, onde na ocasião estarão sendo discutidos assuntos de interesses da categoria e da Região envolvendo todo o contexto de sua problemática.

O evento está sendo promovido pela ACEJI (Associação Cearense de Jornalistas do Interior) e SINCORCE (Sindicato dos Correspondentes de Emissoras de Rádio, Jornal e Televisão do Ceará), com o apoio da prefeitura Municipal de Icó. Terá como local, o auditório do Centro Social Urbano do município, com início previsto para ás 9 hs da manhã do dia 22 deste mês.

O tema principal do encontro serão as discussões com as participações de palestras a serem proferidas pelos secretários estaduais, Camilo Santana das Cidades, Coronel José Bezerra Secretário de Segurança Pública e Defesa da Cidadania, Secretário de saúde Arruda Bastos, jornalista Eliomar de Lima que abordara o tema o blog no processo de modernidade da comunicação Brasileira, deputado estadual Neto Nunes que focara o tema o papel do comunicador no aspecto do processo de emancipação de novos municípios do Ceará, além de outros temas que serão abordados por outras autoridades previamente convidadas.

Informações da ACEJI.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

As cores da sustentabilidade

Ao fazer um comentário sobre a rio+20, o senador Cristovam Buarque afirmou que a chamada "economia verde" é necessária, mas não suficiente. Para ele, a economia do futuro deve ter as cores do arco-íris: verde, do equilíbrio ecológico; vermelha, de atender os mais pobres; amarela, da inovação; azul, do bem-estar; e branca, da paz.

Na opinião do senador, não basta ter uma economia que proteja o meio ambiente. É preciso uma economia que erradique a pobreza, que reduza a concentração de renda. Cristovam definiu a atual economia de marrom, porque "depreda, desemprega e endivida as pessoas".

E tem razão o senador: a sustentabilidade, hoje tão apregoada pelo mundo empresarial, não deve focar somente o meio ambiente, como muito pensam. A sustentabilidade está relacionada primeiro aos modos de vida de cada um. Se individualmente não fizermos por onde diminuir o consumo dos recursos naturais, discursos e mais discursos de nada valerão. A proteção do meio ambiente é dever de todos.

Ha que se entender que economia verde não que dizer somente preservar a natureza. É certo que a preservação é necessária à nossa qualidade de vida. Mas essa qualidade depende também da garantia de alimentação para todos, de uma boa educação, acesso digno aos serviços de saúde, da segurança e da paz.

Portanto, para se falar em sustentabilidade, em economia verde e vários outros termos que vemos hoje nos comerciais de grandes empresas, é preciso falar também em igualdade e justiça social, em distribuição de renda para todas as pessoas.

Para deixar bem claro. Economia verde, ou sustentabilidade, significa proporcionar qualidade de vida por meio do usufruto de serviços e produtos sem ter que pra isso destruir a natureza, mas retirando dela somente o necessário dando chance dela se recuperar.

Desenvolvimento econômico X equilíbrio ambiental


A vida humana é uma conjuntura formada por duas bases: social e ambiental, esta última no sentido de natureza. O capitalismo impôs às nossas culturas que a segunda base é desnecessária às nossas vidas. Hoje se percebe que é impossível separar uma coisa da outra. Política ambiental não é mais discurso de ambientalistas, mas uma necessidade urgente para a continuação da vida na terra, sobretudo a vida humana.

Não há como se pensar em grandes estruturas industriais sem mensurar os impactos ambientais e sociais que elas causam. Economia de baixo carbono há muito deixou de ser alternativa: hoje ela é questão de sobrevivência. As emissões desenfreadas de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa, causador de grandes catástrofes, produziram sequelas que hoje sabemos serem irreversíveis, mas ao mesmo tempo nos impôs a obrigação de buscarmos formas de lidar com o problema e, principalmente, encontrarmos maneiras de não agravar a situação, começando por diminuir as poluições.

As economias mais pobres do mundo, como África, América Latina e parte da Ásia, hoje perecem grandes mazelas sociais exatamente pela falta, nos últimos dois séculos, pelo menos, dessa consciência. Os governos, tardiamente, estão percebendo que meio ambiente não é somente fauna e flora, e que políticas ambientais não são apenas programas de preservação de espécies. Saneamento básico, educação, segurança pública, trabalho e todas as outras diversas políticas sociais estão intimamente ligadas ao meio ambiente, dentro de uma conjuntura chamada sócioambientalismo.

Sustentabilidade, outra palavra nova que nos últimos anos vem pautando as administrações, públicas e privadas, é outro conceito forte dentro desse contexto. O consumo eficiente e responsável dos recursos hoje disponíveis é a garantia de uma vida saudável para as futuras gerações. É fato que fomos aculturados dentro de uma sociedade consumista, mas como humanos não podemos chegar ao ponto de nos acharmos no direito de esgotar tudo o que temos ao nosso alcance sem pensar nas pessoas que virão depois de nós, nossos próprios filhos, netos e demais ascendentes.

Economia de baixo carbono, sócioambientalismo, sustentabilidade, embora sejam conceitos novos, já são realidades dentro da nova economia mundial. O grande problema é que os governos que aí estão não têm sido capazes de gerenciar essa nova realidade, prova disso são as grandes crises que vêm se seguindo ano após ano, simplesmente pelo fato de que na cabeça deles ainda existe a ideia de que desenvolvimento é apenas o estoque de capitais. Não perceberam que desenvolvimento está mais ligado à qualidade de vida do que ao crescimento de seus produtos internos brutos.

A sociedade deve se alertar rápido e eleger governos liderados por pessoas que têm se mostrado capazes de mudar a realidade em que vivemos, proporcionando aos seus povos riquezas com qualidade de vida e responsabilidade com o planeta. Não há mais espaços para estabelecer metas de crescimento sem focar uma correta distribuição de renda. Não dá para continuar ostentando posições de destaque em rankings econômicos quando ainda se tem serviços públicos de péssima qualidade. Não podemos jamais nos consideramos desenvolvidos enquanto não encontramos o ponto de interseção entre desenvolvimento econômico e equilíbrio ambiental.

domingo, 17 de julho de 2011

Crescimento econômico X desenvolvimento intelectual


O Ceará ainda está muito longe de cumprir as metas da educação básica. Menos de 47% da população acima de 15 anos tem o ensino fundamental completo. Em 1992, este índice era de 19,6%. Naquela época, a meta do estado é chegar a 2018 com 100% dos jovens acima de 15 anos com o ensino fundamental completo.

Cá pra nós é uma meta quase impossível de ser batida, pois desde 92, quase 20 anos, o estado evoluiu menos de um terço do que deveria, e agora em apenas 7 anos deve mais do que dobrar estes avanços.

Especialistas apontam a questão social como o maior entrave para que 100% das pessoas terminem o ensino básico. A maioria das crianças que estão na escola pública hoje são filhos de pais que não veem a educação como algo importante, pois muitos deles sobreviveram sem a escola. O que acontece é que a permanência dessas crianças na escola se deve unicamente, em alguns casos, ao recebimento de benefícios como o bolsa família.

Outro motivo recorrente, e que o ceará não tem avançado, são aquelas situações em que os jovens precisam deixar os estudos para trabalhar e ajudar financeiramente em casa. Esta é uma pedra que vem aumentando de tamanho no sapato de cada governo e as ações têm se mostrado ineficazes para resolver esta situação, uma das mais graves que o ceará enfrenta.

Para se pensar em crescimento econômico é preciso antes de tudo pensar no desenvolvimento intelectual das pessoas, pois isto é, sem dúvida, a maior riqueza de um povo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ações ambientais desenvolvidas em Quiterianópolis são destaque no Nordeste

Com o tema Caatinga um Bioma Fascinante, o IV Fórum Ambiental da Villa de Santa Rita, em Quiterianópolis, discutiu no último fim de semana a preservação do bioma tendo a participação de cerca de mil pessoas. Durante dois dias, diversas atrações culturais, mostras de vídeos e palestras proferidas por ambientalistas e gestores ambietais movimentaram a vila situada cerca de cinco quilômetros da sede do município.

A edição 2011 do Fórum foi aberta no dia 14 último com apresentação do documentário A Senhora do Poço Preto, contando a história da dona De Loudes, que prestes a completar cem anos esbanja saúde, disposição e bom humor. Em seguida, os debates iniciaram com palestra da educadora ambiental da Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace), Evaneida Peixoto, que fez uma explanação geral sobre educação ambiental e como ela pode ser aplicada no dia a dia das comunidades. A segunda palestra do dia foi apresentada por Irismar Pereira, professora do Instituto Federal de Educação, campus Iguatu (IFCE), sobre o ano internacional das florestas. À noite aconteceram apresentações culturais e musicais.

No segundo dia de evento, a professora Irismar Pereira apresentou palestra com o tema Como Cuidar do Lixo, abordando como um conjunto de ações simples podem fazer a diferença na vida da comunidade nas questões relacionadas ao lixo. Irismar explicou que a principal medida que todos devem adotar é não gerar lixo. Outro foco é na conscientização sobre o destino dos resíduos. "Nem tudo o que parece ser lixo é realmente inutilizável e acabamos jogamos fora coisas que ainda podem ter utilidade. Todos devemos nos atentar pra isso", explicou a professora.

O debates foram encerrados com a participação da coordenadora geral do Projeto Mata Branca, Tereza Farias, que falou das ações desenvolvidas pelo projeto dando ênfase ao Polo Audivisual de Santa Rita, que realiza o Fórum Ambiental. Tereza afirmou que o Polo Audivisual realiza um dos trabalhos de mais destaque entre todos os sub-projetos do Mata Branca, tendo sido inclusive convidado a apresentar a iniciativa na Bahia, onde deve ser replicado. Após, houve a entrega da comenda Mulheres de Valor, conferida anualmente a mulheres de relevante participação na vida da comunidade, e com uma homenagem ao mestre da cultura Seu Tonico, com a apresentação do grupo de reizado fundado por ele. O evento foi encerrado a noite com apresentações musicais.

O Polo Audiovisual de Santa Rita é um sub projeto do Projeto Mata Branca que desenvolve um trabalho de preservação da cultura e do meio ambiente no município de Quiterianópolis. As ações acontecem por meio de produções audiovisuais, como filmes, séries e documentários com temáticas ambientais, além de um trabalho de conservação de monumentos naturais localizados no município, como as cachoeiras do Penha. O diretor do Polo, Valdo Vale, disse que cada dia mais a comunidade está se envolvendo nas discussões e desenvolvendo a consciência de preservação do bioma caatinga. "Nós temos lutado para preservar o nosso bioma colocando como prioridade as pessoas que vivem nele. Consideramos que o elemento mais importante da Caatinga são justamente as pessoas", destacou.

A cultura é outra marca forte do povo de Quiterianópolis.

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domingo, 3 de abril de 2011

Um heroi chamado José Alencar Gomes da Silva

O Brasil parou na última terça-feira, dia 29 de março, para lamentar a morte de um heroi. E ao contrário dos super-heróis dos filmes, o herói brasileiro tem nome e sobrenome: José Alencar Gomes da Silva.

O mineiro da desconhecida cidade de Muriaé foi um exemplo a ser seguido desde pequeno. Descendentes de família pobre, como muitos interioranos, foi tentar a vida na cidade grande. Lá se tornou um dos empresários mais bem sucedidos do Brasil, dono da maior empresa da área têxtil do país.

Na política, foi um homem exemplar daqueles que faz a gente pensar que a política tem jeito, ao contrário de muitos que só envergonham a sociedade.

Íntegro, combateu firmemente os desmandos e a corrupção. Foi senador por Minas Gerais e mais tarde vice-presidente nos dois governos de Lula. Em exercício, nas muitas ausências de Lula, comandou o Brasil por mais de um ano. Foi o vice mais atuante da história, inclusive criticando o próprio governo quando não concordou com várias medidas, sobretudo na área econômica. Essa coragem, infelizmente, muitos poucos têm.

Na vida, foi um exemplo de persistência, de firmeza, de sagacidade, de alegria e de todas as mais honrosas qualidades que um homem pode ter! José Alencar foi daqueles que faz a gente refletir o quanto é valiosa a vida. Lutou além do sofrimento, além da dor, além do desespero e de todas as consequências que um tipo severo de câncer pode trazer. Ensinou ao Brasil o valor da vida!

O blog Meu Ceará registra o seu lamento pela perda deste grande brasileiro chamado José Alencar. Ao mesmo tempo roga para que surjam outros tantos que, como ele, possam contribuir para o crescimento e para o bem do Brasil.

Foto: Agência Brasil

quarta-feira, 2 de março de 2011

Deputado afirma que sistema financeiro do Brasil é rodeado de arapucas

"O sistema financeiro do Brasil está rodeado de verdadeiras arapucas", afirmou nesta quarta-feira (02) o deputado Roberto Mesquita, líder do PV na Assembleia Legislativa. Segundo explicou, as instituições públicas estão “trocando ouro por espelho”, ao cederem aos bancos e financeiras o direito de administrarem empréstimos consignados. O deputado disse que estas instituições obtêm altíssimos lucros em cima dos empréstimos consignados concedidos aos servidores públicos.

Roberto Mesquita destacou que esse tipo de crédito aparentemente é muito vantajoso, pelos baixos juros cobrados. No entanto, o acréscimo de outras formas de cobranças, como seguros obrigatórios, tornam o empréstimo uma grande armadilha para o credor. Para ter ideia de quanto as financeiras ganham com o negócio, explicou o deputado, no interior elas saem oferecendo dinheiro até para quem está com o nome sujo na praça.

Mesquita citou o caso de um aposentado que contraiu um empréstimo, e tempos depois quando foi pagar não conseguiu saldar a dívida porque não sabia assinar o nome. “Na hora de adquirir o crédito não precisa saber assinar, mas na hora de pagar precisa”, estranhou o deputado, acrescentando que o desejo das financeiras é que a dívida perdure o maior tempo possível e assim poderem cobrar mais e mais juros.

O parlamentar ponderou que o crédito à população é essencial para o crescimento do país. “A atuação do Banco do Nordeste, por exemplo, tem sido fundamental para o desenvolvimento do Nordeste”. Porém é preciso alertar a população, principalmente às pessoas desinformadas, que o crédito consignado praticado por muitas instituições pode tornar um aparente benefício em um grande problema no futuro.

terça-feira, 1 de março de 2011

Se não cuidar, o sertão vai virar fumaça nos cigarros de maconha e cachimbos do crack

Uma cena chamou atenção deste blogueiro num fim de tarde de segunda-feira, numa esquina da gigante Fortaleza. Dois servidores de uma empresa de telefonia matavam tempo, abrigados à sombra de um frondoso jambeiro, dentro do carro da empresa. Enquanto o tempo teimava em não passar, acredite caro leitor, os dois dividiam um cigarro: de maconha. O cheiro forte se espalhava pela rua. É triste ver que a "naturalidade" das drogas não considera nem mais a linha que divide a "diversão" da responsabilidade do trabalho.

Novos deputados cearenses estão encampando discussões sobre formas de enfrentamento a este poderoso inimigo. Roberto Mesquita (PV) propôs criação de um fundo governamental para financiar ações de combate a entorpecentes. Já decano no parlamento, como ele mesmo diz, Fernando Hugo (PSDB) quer que seja implantada uma comissão permanente de inquérito sobre o tráfico de drogas.

Aos projetos, proposta muito interessante será juntada pela jovem deputada Fernanda Pessoa (PR). Fernanda propôs que 5% da publicidade institucional do Governo do Estado sejam destinados a campanhas educativas contra as drogas líticas e ilícitas. A deputada argumenta que a comunicação pública deve se aliar na definição de políticas públicas para o enfrentamento do que ela classifica de epidemia.

Falta alguém propor ações para frear a propagação da epidemia no interior do Brasil. As drogas, tal qual um dragão voraz, está destruindo a juventude e famílias rurais. A bila, o pião, até mesmo a peteca e bonecas estão sendo substituídos a passos largos pelos cigarros, e pelos cachimbos de crack, principalmente. O sertanejo também precisa de atenção, e por sua vulnerabilidade, de medidas ainda mais urgentes para não ter suas vidas destruídas pelas drogas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Parajana ressuscitou na Europa


Afinal, quem vai pagar a nova CPMF?

Voltou à baila a discussão sobre a recriação da CPMF, a famosa Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, extinta durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua concepção original, os recursos arrecadados deveriam ser investidos exclusivamente na saúde. No entanto, durante o tempo em que durou, a CPMF teve sua finalidade desviada para diversos outros investimentos.

Agora diversos governadores, deputados e senadores querem a sua volta. A própria presidente Dilma Rousseff sinaliza simpatia ao imposto disfarçado de "contribuição". Dilma quer abrir um debate público para discutir o assunto. Se aprovado pelo Congresso Nacional, deverá receber outro nome: Contribuição Social para a Saúde (CSS).

Durante toda esta semana, a Assembleia Legislativa do Ceará pautou o assunto. Deputados que defendem a volta da contribuição argumentam que somente uma pequena parcela da população irá pagar a conta. Apenas quem faz movimentação financeira em conta corrente será atingido, cerca de 7 milhões de brasileiros. Segundo dados da Federação de Brasileira de Bancos, menos de 30% da população economicamente ativa têm conta bancária. Destes, grande parte ganha menos de seis salários mínimos, perfil que também está isento.

Outra corrente, contrária, argumenta que mesmo a grande maioria da população não estando enquadrada no perfil de contribuintes, será ela quem no fim pagará a conta. De acordo com os opositores da proposta, os grandes empresários agregam no valor de suas mercadorias e serviços o valor que gastam com impostos, cerca de 40% do arrecadado. Com a criação da CSS, o gasto também será embutido no valor final do consumo. Isso aconteceu na época em que a CPMF foi criada.

Algumas perguntas não podem calar: O Brasil, país com uma das maiores taxas tributárias do mundo, precisa desta contribuição "social" para a saúde? Desta vez ela seria de fato aplicada integralmente no seu destino? E, afinal de contas, quem vai pagar a conta?


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lei de licenças ambientais continua causando embates

O embate entre Governo do Estado e Ministério Público em torno da nova Lei das licenças ambientais no Ceará continua. O procurador da República, Alessander Sales, afirmou nesta terça-feira (22) que “evidenciou-se no Ceará a existência de um esquema de facilitação de concessão de licenças ambientais, com indícios de ingerências políticas e econômicas, fraude e corrupção”.

O Procurador avaliou ainda que o processo de simplificação dos licenciamentos corresponde a uma total ausência de controle ambiental. Nesse sistema, o empreendedor faz uma autodeclaração se comprometendo a não degradar o meio ambiente, cabendo a ele definir a potencialidade lesiva de seu próprio empreendimento. Para Alessander, isso é uma “piada de mau gosto”. A Procuradoria da República já ajuizou no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei 14.882.

Da parte do Governo, o presidente do Conpam, Paulo Henrique Lustosa, disse que os licenciamentos são mal compreendidos, apesar de ser uma das atividades mais importantes da política ambiental. Lustosa admitiu que a Semace, responsável pelas licenças, não atende a demanda diante da complexidade e aumento dos licenciamentos no Ceará. A simplificação do processo para atividades menos degradantes possibilita “que os técnicos da Semace se dediquem, preferencialmente, aos empreendimentos de maior potencial degradador”, sugeriu Lustosa.

As declarações foram feitas em artigos publicados no jornal O POVO desta terça-feira (22).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Em seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, Dilma promete aperfeiçoar Enem e Sisu

País rico é País sem pobreza é o slogan do novo governo

ProUni nas escolas técnicas, banda larga acessível a toda população brasileira, geração de emprego e renda, combate à miséria e aperfeiçoamento do Enem e Sisu foram alguns dos compromissos assumidos pela presidenta Dilma Rousseff em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite desta quinta-feira (10).

A presidenta dedicou o discurso quase inteiramente à educação. Ela destacou a necessidade que o País tem de avançar no setor, o único capaz de aproximar as classes sociais, segundo ela. "É hora de investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o País", assegurou.

Dilma destacou ainda a "tragédia" de aprovar alunos sem que eles tenham aprendido quase nada. Acompanhe na íntegra o pronunciamento .

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O valor inestimável dos Sertões dos Inhamuns

Documentário produzido pelo Polo Audivisual de Santa Rita, em Quiterianópolis. O Projeto Clube do Saber deveria ser referência para todo o Estado, pelo notável trabalho que desenvolve. www.poloaudiovisualdesantarita.blogspot.com

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